Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Marcelo receia que medidas de prevenção dos incêndios para este ano sejam insuficientes

A dois meses da época de incêndios, o grupo de trabalho que ficou, em novembro de 2017, de apresentar uma nova Lei Orgânica da Proteção Civil ainda não mostrou quaisquer resultados

Marcelo Rebelo de Sousa tem receio que as medidas que o Governo está a implementar no combate aos incêndios para este verão sejam insuficientes. Para o Presidente da República, a solução passa por colocar no terreno mais meios humanos e contratar meios aéreos, pelo que apurou o “Público”.

De acordo com parte do relatório sobre o incêndio de outubro, é preciso mudar tudo, de alto a baixo, nas estruturas operacionais da Protecção Civil, desde reforçar o poder do Governo sobre os bombeiros a acabar com o voluntariado. Contudo, a dois meses da época de incêndios, o grupo de trabalho que ficou de apresentar uma nova Lei Orgânica da Protecção Civil ainda não mostrou quaisquer resultados.

Esta iniciativa, lembremos, foi anunciada em novembro de 2017, na altura da posse do tenente-general Mourato Nunes como presidente da Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC). Na época, o ministro Eduardo Cabrita anunciou uma nova lei orgânica da Protecção Civil para março de 2018.

Tendo em conta que esta nova lei não deverá chegar em breve, Marcelo Rebelo de Sousa pensa que devia haver, então, um reforço excepcional dos meios no terreno.

Segundo o matutino, no que toca ao reforço de homens no terreno, o Governo garante que os Grupos de Intervenção de Protecção e Socorro já foram reforçados com 600 elementos –porém, os bombeiros ainda não perceberam como será articulado o trabalho entre os voluntários e estes homens.

Quanto aos meios aéreos, o primeiro concurso garantiu apenas dez helicópteros ligeiros para todo o ano e o novo concurso para alugar as 40 aeronaves em falta só deverá ter resultados em abril, lembra o “Público”.