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Concorrência da Caixa assusta Macedo e pode pôr em causa liderança do Banco do Estado

Luís Barra

Até 2020, a Caixa quer que a sua quota de mercado no país fique esteja à volta dos 24%

Ao mesmo tempo que a maior parte dos bancos privados em Portugal fazem fusões, consolidam serviços, a Caixa Geral de Depósitos, banco do Estado e atual líder do sector no país, tem vindo a emagrecer, de forma a se tornar viável financeiramente. Porém, este “espremer” de recursos pode vir a afectar significativamente o futuro da instituição no mercado português.

Segundo o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira, Paulo Macedo, líder da CGD, não quer tal aconteça. Mesmo com todos os cortes definidos até 2020, a Caixa Geral de Depósitos tem como prioridade manter-se na liderança em Portugal, assumiu o presidente executivo.

“A Caixa tem de ter uma determinada dimensão. [Isso] está previsto no plano estratégico”, disse Macedo na sua última passagem pelo Parlamento.

De acordo com o matutino, o compromisso é o de que a quota de mercado no país fique à volta de 24% até 2020. Porém, esta meta estará sempre dependente da concorrência, como o próprio admitiu: “Depende do que os outros bancos fazem. Se os outros bancos amanhã se fundem, se fazem loucuras de preços, não depende apenas da CGD”.

“Se o Santander continuar a adquirir banco atrás de banco, a Caixa perderá a liderança independentemente da gestão”, disse Paulo Macedo.