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Arranque do ano escolar pode ser afetado por destruição na Porto Editora

DV

A área de produção da Porto Editora na Maia, onde em 2017 se imprimiram cerca de 15 milhões de livros, está completamente inutilizada e tem a demolição como destino

Desde quarta-feira da semana passada, dia em que se registou um “fenómeno climatérico extraordinário” que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ainda está a tentar catalogar, e que levou à queda de parte das instalações da Porto Editora, as máquinas de impressão da editora estão paradas. Pior: muito dificilmente voltarão a produzir alguma coisa ainda este ano.

Tendo em conta que o grupo Porto Editora tem uma quota de mercado de cerca de 60% do segmento dos manuais escolares e esta devia ser a altura em que começaria a preparar a operação para o próximo ano letivo, o regresso às aulas em setembro pode vir a ser afetado por este incidente, confessa Eduardo Viana, diretor de produção do grupo, em declarações ao “Público” esta quarta-feira.

Para sobreviver, a Porto Editora vai ter de subcontratar gráficas, em Portugal e em Espanha, “e onde mais for preciso”, para dar resposta aos pedidos dos clientes. Vão ser ainda reativadas instalações que estavam abandonadas e alugados armazéns e outros espaços logísticos para recolher equipamentos e materiais, explica o director de produção do grupo.

Neste momento, os prejuízos ainda estão por contabilizar, mas certamente ultrapassarão as dezenas de milhares de euros, só em custos de reparação das instalações e da maquinaria.

De acordo com o matutino, a área de produção da Porto Editora na Maia, onde em 2017 se imprimiram cerca de 15 milhões de livros, está completamente inutilizada e tem a demolição como destino. Quando foi inaugurada, em 2010, o investimento anunciado foi de dez milhões de euros.