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Estudo de riscos de dádivas de sangue por homossexuais foi anunciado há um ano mas ainda não avançou

Passado mais de um ano desde que foi anunciado o estudo, ainda nem a metodologia do mesmo foi aprovada pelo Governo

O Ministério da Saúde anunciou, em fevereiro de 2017, um estudo aos riscos associados à dádiva de sangue por pessoas homossexuais e bissexuais, de forma a verificar se existe alguma correlação com um aumento de probabilidade de haver sangue contaminado com vírus sexualmente transmissíveis – dúvida que consta de uma norma de orientação clínica da Direcção-Geral da Saúde, publicada em 2016.

Passado mais de um ano, ainda nem a metodologia do estudo que foi entregue ao Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (Insa) foi aprovada pelo Governo, revela o “Público” esta segunda-feira.

A norma clínica de 2016 (e atualizada em 2017) indicava que iria “ser iniciado um estudo de investigação para avaliar o nível de risco no contexto cultural e social português”; porém, não revelava uma data para esse procedimento.

Segundo uma resposta a uma pergunta escrita do grupo parlamentar do BE, o Ministério da Saúde garantiu a 24 de fevereiro do ano passado que estavam “em curso os trabalhos para análise da metodologia a adoptar”.

Já na semana passada, o assessor de imprensa do Insa, Nuno Crespo, disse ao matutino que “está concluída a fase de pesquisa e planeamento do estudo”. Segundo este, o Insa entregou recentemente à Direção-Geral da Saúde e ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) um “documento de trabalho” que consiste numa “proposta metodológica”.

De acordo com o “Público”, este documento será “alvo de discussão e análise” numa reunião tripartida – PS, BE e PCP – a ter lugar ainda neste mês.