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Governo “emagrece” caderno de encargos de aluguer de aeronaves para a época dos incêndios

PAULO NOVAIS / Lusa

As principais mudanças do caderno de encargos passaram por uma redução das horas de voo exigidas, pela alteração de alguns tipos de aeronave pedidos

Após o primeiro concurso de aluguer de 40 aeronaves para o dispositivo de combate a incêndios deste verão ter falhado, o Governo anunciou na segunda-feira um “emagrecido” caderno de encargos com o mesmo tecto financeiro - 48,9 milhões de euros.

De acordo com o “Público” esta quarta-feira, o novo concurso urgente para locação de meios aéreos, que o executivo de António Costa quer fechar em 15 dias, deixa cair várias exigências que constavam do primeiro procedimento.

Segundo o matutino, as principais mudanças passam por uma redução das horas de voo, pela alteração de alguns tipos de aeronave e pela diminuição das exigências de gel retardante, que substitui a água em alguns casos.

Todas as empresas que concorreram no primeiro concurso lançado pelo Governo queixaram-se que o valor oferecido era baixo para o que exigia. O Governo queria, por exemplo, que as aeronaves voassem do nascer ao pôr-do-sol, o que implicaria que as empresas teriam de contratar mais equipas e dar mais desgaste às suas aeronaves.

Já neste segundo concurso, o Governo recuou para as 12 horas diárias de voo - período igual aos anos anteriores.