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Pedro Soares dos Santos: “Costa é o único neste momento capaz de construir consensos”

nuno botelho

Segundo Pedro Soares dos Santos, os parceiros da coligação do Governo, Bloco de Esquerda e PCP, “só atrapalham”

Para bem da economia, convém ao país que António Costa se mantenha na liderança, aponta Pedro Soares dos Santos, líder da Jerónimo Martins, em entrevista ao “Público” esta segunda-feira. Isto porque, diz, o atual primeiro-ministro é o único capaz de criar “consensos”.

“Acho que ele [António Costa] é um bom líder. Tem a capacidade para construir a paz social para que isto se consiga fazer. E é dos poucos, neste momento, que tem essa força interior e esse conhecimento suficiente do Estado português”, disse.

Quanto aos parceiros da coligação, Bloco de Esquerda e PCP, Pedro Soares dos Santos é da opinião que estes “só atrapalham”. “Tem reivindicado mais deveres do que direitos. No discurso dos parceiros do Governo, só os vejo a reivindicar. Não os vejo a falar que há obrigações. A vida é feita de obrigações e deveres. Não encontro esse equilíbrio nessa discussão”, atirou.

Segundo o empresário, o contexto sócioeconomico do país está a melhorar – desde 2013. Ou seja, não é tudo mérito do atual Governo, há mais fatores a ter em conta.

“Há pequenos sinais que a economia está a melhor de uma forma tímida, mas muito limitada. Atribuo essencialmente esta recuperação a um ciclo positivo que a Europa está a viver, e que está a arrastar todas as economias para uma conjuntura de crescimento favorável – mas quer em Portugal, quer de uma forma geral no mundo. Portugal tem o mérito de já ter saído da intervenção da falência que teve em 2011. Temos ainda uma economia muito fraca. Não temos uma economia forte e segura que consiga viver a contraciclos”, disse.

De acordo com o líder da Jerónimo Martins, são necessárias reformas estruturais para o país, pois “a dívida em Portugal não está controlada totalmente e a carga fiscal não baixa”.

Preferia ver António Costa com aqueles que “no fundo acreditem que o país tem que sofrer reformas estruturais que estão, principalmente ao nível do Estado, ainda por fazer. E atacar o problema da dívida. Se pudermos todos ter uma conversa aberta e sã sobre isto, ainda melhor. Se não, tem que ser com aqueles que consigam fazer a diferença”, disse.