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Adolfo Mesquita Nunes: “A função do CDS não é casar-se com o PS”

O lugar do CDS é preencher o espaço “do centro e da direita”, segundo Adolfo Mesquita Nunes. “Não temos ilusões relativamente ao PS: o PS alia-se a comunistas e a trotskistas por vontade própria”, disse o dirigente centrista em entrevista ao “Público” e à “Renascença” esta quinta-feira

Se ainda é “prematuro” fazer considerações sobre a nova liderança do PSD, diz Adolfo Mesquita Nunes, dirigente do CDS, em entrevista ao “Público” e à “Renascença” esta quinta-feira, a ideia de uma aproximação ao PS nos próximos anos é logo deixada de parte.

“A função do CDS é ser a alternativa ao socialismo. Foi por isso que o CDS nasceu, é essa a sua base identitária, o seu espaço ideológico. E é contranatura pensar numa coligação entre o CDS e o PS. Neste momento esta ambição do CDS é mais válida do que nunca. Do meu ponto de vista, a função do CDS é ser alternativa ao PS, não é casar-se com o PS”, atirou.

O lugar do CDS é preencher o espaço “do centro e da direita”. “Nós queremos ser a alternativa ao socialismo. E não temos ilusões relativamente ao PS: o PS alia-se a comunistas e a trotskistas por vontade própria. Ninguém o obrigou”, afirmou o dirigente centrista.

Questionado sobre a nova liderança do PSD, Adolfo Mesquita Nunes optou por não se comprometer.

“As palavras são importantes, mas neste momento sabemos mais sobre a nova liderança do PSD tendo em conta o que os analistas dizem do que propriamente com o dia-a-dia da nova liderança, que acabou de começar. E portanto é cedo para fazer essa apreciação”, explicou.

Segundo Mesquita Nunes, o CDS pode conseguir vitórias eleitorais nos próximos anos, tal como aconteceu em 2017 nas autárquicas com Assunção Cristas. Porém, admite, ainda há alguns preconceitos sociais para com o CDS.

“Há, de facto. Eu fiz uma campanha na Covilhã, em que um dos jornais locais noticiou a minha candidatura dizendo: "Bisneto de industriais candidata-se à câmara". A ideia de que o CDS é o partido dos ricos, de quadros e não é um partido com a capacidade de ser interclassista, não corresponde à verdade. Mas se há uma barreira de comunicação, então vamos superá-la”, lembrou.