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Novo Banco concedeu taxas de juro nos depósitos acima das autorizadas por Bruxelas

João Carlos Carvalho

Os limites aos juros pagos tinham sido imposto em 2015, quando a Comissão Europeia se pronunciou sobre a extensão da dívida garantida pelo Novo Banco

Nos últimos três anos, o Novo Banco pagou mais nos depósitos do que aquilo que estava autorizado pela Comissão Europeia, revela o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira.

“A Comissão sublinha que o compromisso de limitação na definição de preços nos depósitos não foi cumprido”, assinala Bruxelas na decisão pública relativamente às ajudas estatais na venda de 75% do Novo Banco à Lone Star.

Esta situação foi revelada a Bruxelas pela Baker Tilly, empresa responsável pelo acompanhamento da implementação das medidas europeias no Novo Banco.

Os limites aos juros pagos tinham sido imposto em 2015, quando a Comissão Europeia se pronunciou sobre a extensão da dívida garantida pela instituição liderada agora por António Ramalho.

Com base nas contas de junho de 2017, “o banco tem vindo a definir preços dos depósitos acima da média de mercado”, concluiu também a Baker Tilly.

Para a Comissão Europeia, a excessiva remuneração de depósitos a clientes do Novo Banco não vai continuar. Isto porque há compromissos de retorno sobre o capital na concessão de crédito: “Se a definição do preço dos créditos está limitada pela oferta dos concorrentes, o banco não vai ser capaz de aplicar taxas de juro nos depósitos muito generosas, já que não vai estar em posição de alcançar a meta de retorno sobre o capital relevante.”