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Caso EDP. Procuradores acusam juiz de bloquear investigação a Mexia

António Mexia é presidente-executivo da EDP desde março de 2006

Luis Barra

Num recurso interposto ao tribunal da Relação de Lisboa, os magistrados do Ministério Público acusam mesmo Ivo Rosa estar a bloquear a investigação

Os procuradores do Ministério Público Carlos Casimiro Nunes e Hugo Neto, responsáveis pela investigação às suspeitas de corrupção no “caso EDP”, continuam a “bater de frente” com o Ivo Rosa, juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, avança o “Público” esta terça-feira.

Num recurso interposto ao tribunal da Relação de Lisboa, os magistrados do MP acusam mesmo Ivo Rosa estar a bloquear a investigação.

Em novembro do ano passado, os investigadores pediram para que se realizasse na investigação ao BES uma “pesquisa informática no sistema NUIX atinente aos arguidos/suspeitos” Manuel Pinho, João Manso Neto e António Mexia.

Contudo, esta medida nunca chegou a ser aplicada. A defesa do presidente da EDP, António Mexia, e do administrador João Manso Neto requereu a nulidade do pedido ao abrigo da lei do cibercrime - argumentação que foi aceite por Ivo Rosa.

Além do “bloqueio informático”, Ivo Rosa já havia recusado a realização de buscas na casa do ex-ministro Manuel Pinho - este, tal como Mexia, é um ex-quadro do antigo BES, e tinha a tutela da energia quando entraram em vigor os CMEC.

De acordo com o matutino, o juiz Ivo Rosa também impediu o levantamento do sigilo bancário e fiscal de Mexia e Manso Neto e o acesso do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) a centenas de emails apreendidos a estes gestores.

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