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Governo diz ser “financeiramente incomportável” devolver todo o tempo de serviço congelado aos professores

A 15 de novembro, os professores concentraram-se em frente à Assembleia da República exigindo a recuperação do tempo de serviço congelado durante “nove anos, quatro meses e dois dias”

Marcos Borga

Devolver todo o tempo de serviço congelado aos professores custaria 1154 milhões de euros por ano, de acordo com as contas do Governo

Devolver todo o tempo de serviço congelado aos cerca de 100 mil professores que estão nos quadros do Estado custaria 1154 milhões de euros por ano, de acordo com as contas do Governo, reveladas na quarta-feira, após as negociações com os sindicatos de professores.

Trata-se de um valor “financeiramente incomportável” e que “não apresenta fatores de sustentabilidade e compatibilização com os recursos disponíveis” assumiu o Executivo de António Costa, num documento entregue aos jornalistas à saída do encontro com os sindicatos, conta o “Correio da Manhã” esta sexta-feira.

De acordo com a tutela, o descongelamento em curso, a partir de 2023, terá o custo de 519 milhões de euros. Para satisfazer os sindicatos, seria necessário gastar mais 635 milhões de euros por ano.

Para travar as greves marcadas para de 13 a 16 de março, os sindicatos exigem recuperar os nove anos em que as carreiras dos professores estiveram congeladas.