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Governo português vai propor a criação de três impostos europeus

António Costa deverá telefonar ainda hoje ao presidente da Comissão Europeia por causa da decisão sobre as sanções, que será tomada esta quarta-feira

YVES HERMAN / REUTERS

Para o Governo português, as novas fontes de financiamento da UE devem passar pela criação de três impostos: a taxação digital, a taxação verde e a taxação sobre transações financeiras internacionais

Portugal está ao lado de Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia, quanto à necessidade de reforço das contribuições de cada Estado-membro para a União Europeia. Com um aumento de participação no orçamento comunitário de 1% para 1,3% (Portugal defende 1,2%) em discussão, o Executivo de António Costa, conta o “Público” esta segunda-feira, deverá tomar uma posição mais ativa nas negociações, avançando mesmo com ideias para novos impostos.

Segundo o matutino, o Governo português defende que as novas fontes de financiamento da UE, para além do aumento da contribuição por país, devem passar pela criação de três impostos: a taxação digital, a taxação verde e a taxação sobre transações financeiras internacionais.

A taxação digital deverá incidir sobre as grandes companhias tecnológicas, como é o caso da Google ou Facebook, por exemplo.

Esta iniciativa do Governo português já foi já transmitida à Comissão Europeia pelo primeiro-ministro e será formalmente institucionalizada na reunião informal do Conselho Europeu que está agendada para o dia 23 de fevereiro.

Um dos principais motivos para a União Europeia querer reforçar o seu orçamento está ligada a motivos de segurança; o aumento da força militar e capacidade de resposta é uma das prioridades definidas para o curto prazo.