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Manuel Alegre: Caso Centeno “não pode ficar sem consequências, porque o que aconteceu é contra o Estado de Direito”

Lucília Monteiro

Segundo Manuel Alegre, é necessário saber como é que “sem um mandato do juiz, sem a presença de um juiz, se vai ver o computador de pessoas que trabalham diretamente com o ministro das Finanças, onde há coisas com certeza que são do interesse geral”

A investigação (que já foi arquivada pelo Ministério Público) lançada sobre Mário Centeno por causa de dois bilhetes para assistir a um jogo de futebol não pode ficar sem consequências, defendeu Manuel Alegre, histórico do Partido Socialista, em entrevista à “Antena 1” esta sexta-feira.

“Aquela coisa do [Caso] Centeno preocupou-me muito, porque é uma provocação, um desafio. Aquilo que aconteceu é totalmente inadmissível. Atinge um político brilhante, um político que está num alto cargo da Europa; o que é que se pretende com aquilo? Quem é que controla os controladores, quem é que investiga os investigadores. Aquilo não devia ter consequências. É mau”, assumiu o socialista.

Segundo Manuel Alegre, é necessário saber como é que “sem um mandato do juiz, sem a presença de um juiz, se vai ver o computador de pessoas que trabalham diretamente com o ministro das Finanças, onde há coisas com certeza que são do interesse geral”.

“É totalmente inadmissível” que nenhuma figura de destaque da política portuguesa tenha intervido no caso. “O Presidente da República, Assembleia da República, Conselho Superior da Magistratura e no Ministério Público” havia quem pudesse agir, atirou.