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Gasolineiras pedem tempo ao Governo para mudar faturas

José Caria

Com a aprovação da nova lei para as faturas detalhadas dada quase como certa, algumas empresas do sector já pedem tempo ao Governo para poderem adaptar as bombas de gasolina às novas regras

Se tudo correr conforme o previsto, será aprovado esta sexta-feira um novo pacote legislativo, com o apoio de quase todos os partidos com assento parlamentar, sobre a obrigatoriedade de divulgação de informação detalhada por parte das gasolineiras e empresas de gás engarrafado nas faturas dos consumidores finais - discriminar taxas, impostos, quantidade e preço da incorporação de biocombustíveis.

Com a aprovação da nova lei dada quase como certa, algumas empresas do sector, em declarações ao “Jornal de Negócios” esta sexta-feira, pedem tempo ao Governo para poderem adaptar as bombas de gasolina às novas regras propostas pelos vários partidos para as faturas.

“Uma alteração dessas a nível de sistemas informáticos, depois de se saber o que é que se pretende, precisa no mínimo de seis a nove meses. Nunca menos de seis meses porque são muitos sistemas, não há um único sistema de faturação”, alertou António Comprido, o secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), ao “Negócios”.

Segundo o líder da associação, é preciso “não esquecer que nalgumas das empresas que operam em Portugal os sistemas de informação estão a funcionar em regime de “outsourcing” em centros partilhados a nível europeu ou mundial”, motivo pelo qual “essas alterações precisam de tempo para serem feitas”.

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) expressou ao matutino a mesma preocupação. Francisco Albuquerque, presidente da Anarec, apelou aos legisladores para não exigirem uma fatura com excesso de informação.

“Se a factura detalhada tiver demasiados itens discriminados, perde-se o intuito principal de promover o esclarecimento ao consumidor de forma transparente”, disse.