Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Banco de Portugal: mesmo com a entrada da Santa Casa, Montepio deverá precisar de injeção de capital daqui a três anos

Luís Barra

De acordo com estudos do Banco de Portugal, a CEMG terá, nos próximos três anos, de voltar a ir levantar fundos junto dos seus acionistas, entre os quais deverá já estar a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O Banco de Portugal espera que as mudanças em curso na gestão da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) afastem o clima de desconfiança que se formou em volta do banco que pertence à Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG) desde 2015.

Ainda assim, de acordo com estudos do BdP, a CEMG terá, nos próximos três anos, de voltar a ir levantar fundos junto dos seus accionistas, entre os quais deverá já estar a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, revela o “Público” esta quarta-feira.

O Montepio, no entender da instituição liderada por Carlos Costa, terá de reforçar os capitais devido ao seu modelo de negócio e aos riscos que assumiu no passado – por exemplo, a venda na sua rede comercial de 324 balcões de produtos mutualistas, alguns de capitalização pura, e que não estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

Para o BdP, conta o matutino, não existe neste momento uma percepção de risco elevado quanto ao Montepio; o banco cumpre de forma folgada os rácios de capital recomendados, isto depois de a AMMG ter aumentado o seu capital em 200 milhões de euros.