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Novo Banco vai ceder coleção de arte BES a museus nacionais

João Carlos Carvalho

O protocolo entre a administração do Novo Banco e o ministro da Cultura é assinado esta segunda-feira, às 17 horas, no Museu Nacional dos Coches, em Belém

Desde 2014, com a queda do Banco Espírito Santo, a coleção de arte do banco privado caiu num vazio legal.

Esta segunda-feira, passado mais de três anos e com a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star já concluída, o Novo Banco vai assinar um acordo com o Estado português em que as duas entidades “assumem o compromisso de disponibilizar à fruição pública o património cultural e artístico do Novo Banco, através de parcerias com entidades públicas e privadas, como museus e universidades, de âmbito nacional e regional”, avança o “Diário de Notícias”.

Segundo o matutino, o protocolo entre a administração do Novo Banco e o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, é assinado hoje, às 17 horas, no Museu Nacional dos Coches, em Belém, o primeiro a receber um destes depósitos de longa duração – a tela a óleo Entrada Solene, em Lisboa, do Núncio Apostólico Monsenhor Giorgio Cornaro.

A coleção de pintura do Novo Banco inclui obras dos séculos XVI a XX: 'Os Financeiros', atribuída a Quentin Metsys, no século XVI, 'A Torre de Babel', de meados do século XVII da Escola Flamenga, por exemplo.

Dos séculos XIX e XX, escreve o “DN”, destacam-se obras de artistas portugueses como Silva Porto, José Malhoa, Artur Loureiro, Júlio Sousa Pinto, Eduardo Malta, Júlio Pomar, Júlio Resende, Eduardo Viana, Maria Helena Vieira da Silva, Manuel d"Assumpção, Carlos Botelho, Manuel Cargaleiro, Mário Dionísio, Nikias Skapinakis, Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro, Graça Morais e Pedro Croft.