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Em 2016, 48 crianças tiveram de ser retiradas de famílias adotivas devido a situações de perigo ou risco de abandono

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Em 2015, 35 crianças que tinham tido adoção decretada voltaram a entrar no sistema de acolhimento

Se os trâmites legais de uma adoção em Portugal pretendem eliminar muitos riscos na escolha de uma família, o processo continua ainda a ter falhas. Em 2016, 48 crianças cuja adoção definitiva já havia sido decretada pelos tribunais portugueses tiveram de voltar a ser acolhidas em lares para crianças e jovens em perigo, revela o “Público” esta sexta-feira.

De acordo com os dados do Relatório CASA (Caracterização Anual do Sistema de Acolhimento) a que o matutino teve acesso, no mesmo ano, foram registadas 897 reentradas no sistema, sendo que 473 dos casos referem-se a famílias de onde não foi possível afastar a situação de perigo mesmo após uma medida de apoio junto dos pais biológicos.

Segundo o documento, houve 48 crianças “no seio da família adotiva voltaram a ser vítimas de situações de perigo a justificar nova separação temporária, sendo necessária nova intervenção com vista a definir e concretizar o projeto de vida que melhor defenda os respetivos interesses superiores e bem-estar”.

Em 2015, 35 crianças que tinham tido adoção decretada voltaram a entrar no sistema de acolhimento; em 2014, tinham sido 37.