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Exército não revela “mais nenhuma informação” do assalto a Tancos

Segundo o porta-voz do Exército, aquele ramo militar já enviou ao Ministério Público toda a informação que lhe foi pedida sobre a matéria e, por isso, “o Exército não tem mais nada a revelar sobre o assunto”

O Exército não vai revelar mais nenhuma informação sobre o roubo de material militar de Tancos de junho do ano passado, avança o “Público” esta quinta-feira. O porta-voz do Exército, tenente-coronel Vicente Pereira, disse ao matutino que os processos disciplinares contêm “matéria pessoal dos militares”, pelo que “mais nenhuma informação será desclassificada”.

Segundo Vicente Pereira, o Exército já enviou ao Ministério Público toda a informação que lhe foi pedida sobre a matéria e, por isso, “o Exército não tem mais nada a revelar sobre o assunto”; a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) estipula que a documentação que contenha informação de ordem pessoal não seja publicamente divulgada, lembrou ainda.

Os processos disciplinares instaurados a quatro militares em causa foram concluídos na semana passada: um sargento do regimento de Engenharia 1 teve como punição a proibição de saída durante 15 dias da unidade militar, por ter sido provado que “não mandou fazer as rondas como estava previsto na norma de execução permanente”. Aos outros três homens foram aplicadas uma pena proibição de saída da unidade durante uma semana.

Depois de concluídos os inquéritos na semana passada, o chefe do Estado-Maior do Exército, general Rovisco Duarte, disse que o furto de material de guerra em Tancos “é um assunto encerrado”.

“Para o Exército é um assunto encerrado, os paióis estão desactivados, fizemos a transferência das munições para Marco do Grilo, Santa Margarida e Alcochete e os processos que havia de âmbito disciplinar correram a sua tramitação dentro dos prazos legais", afirmou.