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Offshores. Governo pediu mais esclarecimentos ao Fisco há sete meses, mas ainda não há respostas sobre o “apagão”

LÍS BARRA

Ninguém sabe o que está a ser feito na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) para esclarecer o caso internamente

Já passou mais de um ano desde que o “apagão” de dados relativo a 10.000 milhões de euros de transferências para paraísos fiscais foi detetado e sete meses desde que o Governo pediu mais esclarecimentos à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT). Contudo, lembra o “Público” esta quarta-feira, todas as questões relativas a este caso continuam por responder.

Neste momento, ninguém sabe o que está a ser feito na Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) para esclarecer o caso internamente e apurar a eventual existência de responsabilidades dos serviços, conta o matutino.

Questionado pelo “Público”, por sucessivas vezes nos últimos meses, o Governo nada revelou sobre a investigação interna em curso no Fisco; até agora, não há responsabilidades assumidas.

A 23 de junho de 2017, a Inspeção-geral de Finanças (IGF) concluiu uma auditoria considerando “extremamente improvável” que o problema informático se devesse a uma “intervenção humana deliberada”.

Na época, o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, ordenou que a Autoridade Tributária esclarecesse uma série de questões ausentes do relatório da IGF, por considerar que faltavam “esclarecer aspectos relevantes para a descoberta da verdade”. Desde então já passaram sete meses.