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Adoções: quase metade das crianças acaba por ficar nas instituições de acolhimento

De 2015 e 2016, o número de pedidos de adoção diminuiu de 882 para 830

Apesar da nova Lei da Adoção que entrou em vigor há dois anos ter vindo agilizar os processos e encurtado prazos, as adoções decretadas continuam a ficar aquém das crianças inicialmente propostas, conta o “Jornal de Notícias” esta terça-feira.

Em 2016, das 830 famílias que tinham como projeto de vida a adoção – entre as 8175 crianças que estavam institucionalizadas –, apenas 361 viram esta medida ser confirmada judicialmente.

No início do mesmo ano, dados oficiais davam conta de 399 crianças que ninguém queria adotar – ou seja, não tinham qualquer pedido de adopção submetido –, apesar de existirem quase duas mil famílias em lista de espera para adotar.

Segundo fontes das instituições que fazem o acolhimento de crianças, o processo de adopção continua a ser muito moroso; em alguns casos, situações que começam como temporárias acabam por se tornar definitivas.

De 2015 e 2016, o número de pedidos de adopção diminuiu de 882 para 830.