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ADSE está disponível para pagar mais a privados, mas exige revisão de preços

Luís Barra

Em 2016, a ADSE pagou cerca de 405 milhões de euros a entidades de saúde privadas

Em vésperas de ser aprovada a nova tabela de preços da ADSE – tem de ficar fechada até ao final desta semana e entrar em vigor a 1 de março –, que deverá implicar um corte de cerca de 42,1 milhões de euros nos valores pagos à rede de prestadores privados, o subsistema de saúde ainda está disponível para ajustar alguns dos valores em discussão no futuro, revela o “Diário de Notícias” esta terça-feira.

Para tal acontecer, a ADSE exige a revisão de preço de alguns procedimentos e a correção de algumas práticas, em particular as situações que permitem faturações excessivas.

Esta possibilidade, segundo o matutino, consta na fundamentação da proposta de revisão das tabelas que foi apresentada ao Conselho Geral e de Supervisão (CGS).

De acordo com o “DN”, a ADSE está disponível para acomodar algumas das alternativas que venham a ser sugeridas e até para proceder a algumas revalorizações de atos médicos. Porém, exige algo em troca: esta abertura terá de ser correspondida com disponibilidade para rever algumas práticas por parte dos privados.

“Algumas destas práticas não têm razão clínica e se houver disponibilidade para as corrigir podemos ver”, disse Carlos Liberato Baptista, presidente da ADSE, em declarações ao “DN”.

Em 2016, lembremos, a ADSE pagou cerca de 405 milhões de euros a entidades de saúde privadas.