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Saldo populacional: houve mais 24 mil mortes em 2017 que nascimentos

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Em 2017, entre janeiro e dezembro, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa) contabilizou 86.180 “testes do pezinho”

Apesar do aumento de natalidade registado em 2015 e 2016, há nove anos consecutivos que o saldo populacional da população portuguesa é negativo. E o ano passado não foi uma excepção: houve mais 24 mil mortes em 2017 em Portugal do que nascimentos, o maior saldo negativo desde o ano 2000, avança o “Público” esta segunda-feira.

Segundo o matutino, em 2017, entre janeiro e dezembro, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa) contabilizou 86.180 “testes do pezinho”, enquanto o sistema informático de certificados de óbito gerido pela Direcção Geral de Saúde somava no final do ano 110.197 mortes.

Entre 2009 e 2016, sem levar em conta os fluxos migratórios, Portugal perdeu quase 150 mil habitantes.

“É uma tendência de declínio que se vem agravando de ano para ano. Temos menos nascimentos e, mesmo que haja oscilações [como aconteceu em 2015 e 2016, quando a natalidade aumentou um pouco], nunca conseguiremos recuperar os números de há alguns anos”, explicou Maria Filomena Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Demografia (APD), em declarações ao “Público”.