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Vítor Bento: “A solução para o BES vai custar uns 10 mil milhões”

MÁRIO CRUZ / LUSA

Para Vítor Bento, o Governo de António Costa geriu bem o difícil legado que em 2015 recebeu na frente financeira

A solução encontrada para o Banco Espírito Santo em 2014 foi a solução possível. Ainda assim, o Governo de Pedro Passos Coelho talvez pudesse ter agido de forma mais célere, atirou Vítor Bento, economista e Presidente não-executivo da SIBS , em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

“Quando chegamos a uma solução de desespero qualquer solução serve, mas temos é de perceber se era possível ou não ter tido soluções melhores. Pelas minhas contas, enfim com a ficção do Fundo de Resolução que dizem que é dos bancos – o que é uma ficção – a solução do BES vai custar à volta dos 10 mil milhões de euros. Não sei qual teria sido o resultado se esses 10 mil milhões tivessem sido adiantados antes da resolução, por exemplo. Vale a pena questionar”, disse.

Para Vítor Bento, o Governo de António Costa geriu bem o difícil legado que em 2015 recebeu na frente financeira. Mário Centeno já terá mobilizado cerca de 10 mil milhões de euros para estabilizar o sistema financeiro.

“No geral acho que agiu bem, porque não tinha muita margem de manobra. Os erros que se cometeram com o sistema financeiro foram dos anos anteriores, deixando uma margem de manobra limitada ao novo Governo”, disse.

Porém, não se pode dizer nunca que a banca já está fora de perigo. “Os bancos têm sempre uma situação contingente. Nunca há nada que esteja completamente protegido. Mas o sistema financeiro está hoje melhor do que estava. E não nos podemos esquecer que o que aconteceu, e porque aconteceu. Mudou a estrutura da banca portuguesa”, admitiu.