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Está frio dentro e fora das salas de aula: escolas sem dinheiro para aquecimento

José Carlos Carvalho

Muitos diretores escolares acusam o Governo de António Costa de ainda não ter transferido as verbas de 2017

Após a interrupção natalícia, esta quarta-feira recomeçam as aulas para muitos estudantes portugueses. Contudo, o cenário que irão encontrar nas salas de aula pode não ser muito mais acolhedor do que aquele que sentem na rua. Podem até ser obrigados a permanecer de casacos apertados dentro de quatro paredes.

Segundo o “Diário de Notícias”, há muitas escolas pelo país com falta de verbas para aquecer as salas de aula ou renovar o material escolar.

Muitos responsáveis escolares ouvidos pelo matutino acusam o Governo de António Costa de ainda não ter transferido as verbas de 2017 e assumem grandes dificuldades de funcionamento.

“O dinheiro não dá para tudo e já estamos a viver em duodécimos. Os encargos básicos são muito grandes, com água, gás, eletricidade, comunicações, e o orçamento mal chega. Por exemplo, gastámos três mil euros em gás em duas semanas, e este ano o frio até começou mais tarde”, exemplifica Manuel António Pereira, diretor do agrupamento de escolas de Cinfães e presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares.

Em resposta a esta denúncia, o Ministério da Educação explica ao “DN” que “após conhecimento do orçamento inicial, ao longo do ano e sempre que considerado necessário, desde que devidamente fundamentado, existe a possibilidade de as escolas e agrupamentos de escolas enviarem um pedido de reforço, para análise pelo serviço competente, nomeadamente no que se refere à verificação da respetiva execução orçamental em todas as fontes de financiamento. No caso de a análise ser favorável é autorizada a correspondente requisição de verbas”.