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Incêndios. MAI adia reembolso das refeições dos bombeiros após descoberta de irregularidades

A Autoridade Nacional de Proteção Civil encontrou discrepâncias entre o que foi reportado pelos bombeiros sobre a qualidade das refeições fornecidas e os documentos comprovativos das despesas efetuadas com as mesmas

Após as queixas dos bombeiros sobre a qualidade das refeições servidas aos operacionais no terreno, em agosto, durante a época dos incêndios, o Ministério da Administração Interna (MAI) lançou um inquérito. Com as conclusões do mesmo, agora reveladas, chegou um novo problema.

Se os problemas relativos à qualidade e quantidade das refeições não passaram de casos pontuais e circunscritos, indica o inquérito, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) detetou indícios de irregularidades nas despesas de alimentação dos bombeiros que estiveram envolvidos em operações de combate a grandes incêndios em agosto, avança o “Diário de Notícias” esta terça-feira.

Este processo de inquérito já levou à suspensão por 20 dias do pagamento dos reembolsos nas ocorrências em que foram verificados os tais indícios, algo que terá acontecido “em grande número”, escreve o matutino.

A ANPC encontrou discrepâncias entre o que foi reportado pelos bombeiros sobre as refeições e os documentos comprovativos das mesmas. O MAI vai agora proceder à audição das entidades dos corpos de bombeiros para que esclareçam as condições e contornos em que apresentaram os processos de reembolso de despesa.

Pelo que apurou o “DN”, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, já decidiu fazer a revisão da diretiva financeira que estipula a comparticipação de despesas resultantes de intervenções no âmbito das operações de Proteção e socorro e estados de alerta especiais.

O inquérito levado a cabo pela ANPC abrangeu 17 incêndios, que envolveram o pagamento de refeições a 12 associações de bombeiros.