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Nenhum hospital português cumpre a recomendação da OMS para o número de cesarianas

José Carlos Carvalho

Das 36 unidades públicas que fazem partos, a Unidade Local de Saúde da Guarda é a que apresenta a percentagem mais elevada de cesarianas. Em 391 partos realizados durante os primeiros nove meses do ano, 160 foram por cesariana

Durante os primeiros nove meses deste ano, a média de nascimentos por cesarianas nas 36 unidades nacionais foi de 25%, sendo que a percentagem recomendada pela Organização Mundial de Saúde é de 15%. Segundo dados do Portal da Transparência do Serviço Nacional de Saúde, ao nível nacional nenhum hospital tem uma percentagem inferior a 22%, conta o “Diário de Notícias” esta segunda-feira.

De acordo com o matutino, um quarto dos hospitais públicos tem taxas de cesarianas acima de 30%, limite definido pelo governo para serem pagos pelos episódios de internamento nessa área.

Para Luís Graça, da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e Medicina Materno Fetal, a taxa recomendada pela OMS “não é aplicável a países da Europa ou aos Estados Unidos”.

“Termos uma média de 25% não é chocante e é até uma evolução positiva, tendo em conta que há oito anos tínhamos uma taxa média de 33%”, disse.

Das 36 unidades públicas que fazem partos, a Unidade Local de Saúde da Guarda é a que apresenta a percentagem mais elevada de cesarianas. Em 391 partos realizados até setembro deste ano, 160 (41%) ocorreram por cesariana.