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Professores nas ruas para a “maior greve da década”

MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Na segunda-feira, a Federação Nacional de Educação deu início a uma greve ao primeiro tempo de aulas, que irá durar até final do 1.º período

Após quase dois anos de paz social, as greves estão de volta. Esta quarta-feira, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai para a rua e promete “a maior greve da década”, conta o “Diário de Notícias”.

A culpa é do Ministério da Educação, acusam os sindicatos e os professores. No entender da Fenprof, o Governo desresponsabilizou-se em relação às progressões das carreiras.

A Fenprof, conta o “DN”, promete estar nas ruas ao longo de 2018 – podendo abranger momentos delicados do ano letivo, como “as avaliações” do primeiro período.

Os sindicatos não aceitam o cenário de não ser considerada a totalidade do tempo de serviço dos docentes cuja progressão está interrompida há uma década. “Estamos 100% disponíveis para um faseamento [das progressões]”, explica Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, ao matutino. “Mas estamos totalmente indisponíveis para fazer uma recuperação parcial”, avisa.

Na segunda-feira, a Federação Nacional de Educação deu início a uma greve ao primeiro tempo de aulas, que irá durar até final do 1.º período.

“Os professores deram um sério aviso ao governo no passado dia 27, quando aderiram, muito acima do que é normal acontecer, a uma greve de toda a administração pública. E estou convicto de que [a paralisação de quarta-feira] vai ser uma greve de professores como há muito não se vê”, garante o líder b sindical.

“Será a maior greve da década. Não tenho dúvida nenhuma a esse respeito”, sublinha.