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Maria Luís Albuquerque: mais do que afetos, “portugueses precisam é de ter uma alternativa”

MANUEL DE ALMEIDA / Lusa

Concorrer à liderança do PSD nunca esteve nos planos da ex-ministra das Finanças. “Nunca ponderei e não tenciono ponderar”, garante

Não é Marcelo Rebelo de Sousa quem quer, mas também não é preciso sê-lo para governar ou chegar ao poder. Contra-exemplo: as quatro maiorias absolutas de Cavaco Silva.

Para o PSD vencer as legislativas em 2019, o partido tem de se apresentar como “uma alternativa a uma forma de governação que [os portugueses] sintam que representa melhor aquilo que são as ambições, as suas necessidades”, não estar focado em afetos, defende Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças do Governo de Passos Coelho, em entrevista ao “Público” e à Rádio Renascença esta quinta-feira.

Para a ex-ministra, “as personalidades [dos políticos] têm influência, mas a maneira como os políticos se posicionam é também influenciada pelas circunstâncias”.

Lembrando os anos em que liderou a pasta das Finanças, Maria Luís Albuquerque diz que “teria sido, provavelmente, muito difícil ter uma atitude diferente em circunstâncias tão difíceis como as que nós atravessámos”.

“A confiança [dos portugueses] não depende necessariamente dos afetos ou da perceção de quem é que se gosta mais. Lembro sempre o exemplo do professor Cavaco Silva: toda a vida vi na imprensa que as pessoas não gostavam dele e ganhou quatro maiorias absolutas, que é coisa que ninguém conseguiu até hoje e que dificilmente se replicará. A questão do gostar, no sentido de a pessoa ser mais ou menos afetuosa, não me parece que seja assim tão determinante nas escolhas. E depende também, com certeza, dos momentos”, lembra.

Ainda na mesma entrevista, Maria Luís Albuquerque rejeita revelar se está mais próxima de Rui Rio ou Santana Lopes, os candidatos à liderança do PSD. “Diria que ainda precisamos de ouvir bastante os dois candidatos, temos ainda um período que não é muito longo, mas que é suficiente para que ambos possam falar sobre mais questões, sobre mais matérias que são relevantes para o futuro o país e para o posicionamento do PSD”, diz.