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Nenhuma lei estipula prazos para a realização de análises de deteção de legionela

O hospital S. Francisco Xavier fazia análises às torres de refrigeração de 15 em 15 dias

Na legislação nacional, há valores estipulados em relação à presença da bactéria da legionela no ar, mas nenhuma alínea sobre a periodicidade com que as mesmas análises devem ser feitas, avança o “Público” esta quarta-feira.

Esta situação foi revelada ao matutino por Maria Manuel Farinha, responsável do departamento de segurança e ambiente do Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ). Segundo o especialista, na sequência do surto do hospital S. Francisco Xavier que infetou 35 pessoas e levou à morte de duas, nos últimos dias aumentaram significativamente pedidos de análises ao ISQ.

“Existem limites estipulados na legislação no que diz respeito à presença da bactéria, mas [a lei] não identifica a periodicidade para as análises, nem diz que as empresas têm de fazer planos de prevenção. São regras de boa prática. Apesar de existirem guias, haver uma definição da periodicidade seria mais vantajoso”, defendeu.

De acordo com as informações da autoridades de saúde pública, dadas no início do surto, o hospital S. Francisco Xavier fazia análises às torres de refrigeração de 15 em 15 dias, “mais do que a maioria das empresas”. Esta periodicidade, lembremos, foi definida ao nível interno e não por lei.

No entender de Maria Manuel Farinha, “os planos de prevenção devem ser adequados à altura do ano e às condições climatológicas”, pois o tempo quente, como o que se tem feito sentir por todo o país ainda nesta época do ano, aumenta a probabilidade de proliferação da bactéria da legionela.