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Sócrates “instrumentalizou” quatro ex-ministros na adjudicação do TGV ao consórcio Elos

Foto Rui Duarte Silva

Os procuradores defendem que os antigos governantes atuaram sem que “tivessem conhecimento do acordo estabelecido entre José Sócrates e Joaquim Barroca e Ricardo Salgado”

Mário Lino, António Mendonça, Ana Paula Vitorino e Carlos Fonseca, ex-ministros e secretários de Estado dos governos de José Sócrates, terão colaborado involuntariamente num crime de corrupção que é imputado ao ex-primeiro-ministro na Operação Marquês, conta o “Público” esta quinta-feira.

De acordo com o despacho de acusação do Ministério Público, o Sócrates “instrumentalizou” estes quatro membros dos dois governos que liderou para favorecer o consórcio Elos, a quem foi adjudicado o primeiro troço do TGV, que integrava uma empresa do Grupo Lena.

Segundo o matutino, estes alegados favorecimentos são a base de duas das três acusações de crime de corrupção passiva de que José Sócrates é acusado.

O Ministério Público, no documento de acusação, “iliba” os quatro governantes de quaisquer responsabilidades, apesar de indicar que existem indícios que estes cometeram ilícitos administrativos, violando normas e princípios que deveriam nortear a sua actuação.

Os procuradores defendem que os antigos governantes atuaram sem que “tivessem conhecimento do acordo estabelecido entre o então primeiro-ministro e agora arguido José Sócrates e Joaquim Barroca e Ricardo Salgado”.