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Governo e PCP juntos quanto ao fim do corte de 10% ao subsídio de desemprego

Com a eliminação deste corte, o valor médio do subsídio de desemprego voltará a subir pela primeira vez desde 2012

Sempre que o tema são impostos ou cortes implementados durante o período da troika e pelo executivo de Passos Coelho, António Costa não tem tido dificuldades em fazer alinhar os partidos da esquerda que apoiam o Governo pelo mesmo tom - ou vice-versa. O fim do corte de 10% ao subsídio de desemprego, para quem recebe este apoio do Estado durante mais de seis meses, medida muito reclamada nos últimos dois anos pelos comunistas e bloquistas, deverá acontecer já em 2018.

Segundo o “Jornal de Negócios” esta quarta-feira, esta questão está praticamente fechada entre o PCP e o Governo, faltando só definir-se a forma como a medida se irá materializar. No espaço de quatro anos, esta medida afetou 453 mil pessoas e cortou 267 milhões de euros à prestação social.

Em junho deste ano, o PCP e o Bloco de Esquerda já tinham tentado forçar a discussão deste mesmo tema no Parlamento, mas o executivo de António Costa apenas aceitou introduzir uma norma que travasse a redução do subsídio abaixo do Indexante de Apoios Sociais (421 euros), remetendo o resto da discussão para o Orçamento do Estado para 2018.

Com a eliminação deste corte, o valor médio do subsídio de desemprego voltará a subir pela primeira vez desde 2012.