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Banca encerrou quase dois mil balcões nos últimos cinco anos

Tiago Miranda

Em 2016, existiam 4.454 balcões, menos 464 do que no ano anterior

A tendência não é de hoje ou desde que Paulo Macedo chegou à liderança da Caixa Geral de Depósitos. Desde a crise de 2011, a banca portuguesa viu-se obrigada a ‘emagrecer’ para racionalizar custos: foram encerrados quase dois mil balcões bancários em Portugal nos últimos cinco anos, avança o “Jornal de Negócios” esta terça-feira.

As contas do matutino têm por base os dados publicados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB), cujos associados representam mais de 90% do activo do sistema financeiro. Em 2016, existiam 4.454 balcões, menos 464 do que em 2015.

Esta queda no número de balcões torna-se ainda mais expressiva se recuarmos cinco anos: em 2011, o ano em que a troika chegou a Lisboa, esta mesma rede tinha 6.306 balcões. Já em 2016 - os últimos dados disponíveis -, havia menos 1.852 balcões.

O empréstimo concedido pela troika ao Estado incluía 12 mil milhões de euros para apoio à banca, mas com estas ajudas de Estado vieram obrigações de reestruturação definidas pela Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia (DGcomp) que implicavam reduções significativas da capacidade instalada dos bancos, lembra o “Negócios”.