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PJ Militar ainda não tem pistas das armas roubadas em Tancos

Tancos

Jaime Figueiredo

Se for provada alguma falha na vigilância dos paióis de Tancos, poderá existir uma acusação por insubordinação por desobediência

Passado mais de dois meses do furto de armamento nos Paióis de Tancos, a Polícia Judiciária Militar (PJM) ainda não tem elementos que lhe permitam saber onde se encontra o material, avança o “Público” esta sexta-feira.

Fonte militar disse ao matutino que “o mais provável” é que o armamento roubado - granadas, munições e explosivos - “já tenha saído” do país. Caso isto se venha a confirmar, será muito difícil concretizar uma acusação por furto, lembrou a mesma fonte militar.

Em todo o caso, poderá existir uma acusação por insubordinação por desobediência, ou outro crime do mesmo tipo, se for provada alguma falha na vigilância.

Ainda na segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse estar preocupado com o tempo do apuramento dos factos no caso do furto de Tancos. “Não só é importante apurar factos e eventuais responsabilidades, como apurar num tempo que seja um tempo o mais curto possível, por um lado, para o prestígio da instituição militar, e por outro lado também para a própria actuação interna da instituição militar”, disse.

Contactado pelo Expresso, o major Vasco Brazão, porta voz da PJM, afirma que "a competência da investigação deste caso foi delegada na Polícia Judiciária, e a PJM colabora com a PJ."

Sobre as diligências efetuadas, o porta voz da PJM diz não poder pronunciar-se uma vez que o processo se encontra "em segredo do justiça".

À pergunta se as armas furtadas estão em Portugal ou fora do país, o major Vasco Brazão diz não fazer comentários.

[notícia atualizada às 13h20]