Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Santander admite despedir trabalhadores após fusão com o Popular

Jasper Juinen/GETTY

Com a compra do banco Popular, o Santander Totta passará a ter 7.068 trabalhadores, 901 oriundos da instituição financeira adquirida

Após a fusão do Banco Portugal Popular com o Santander Totta, a instituição liderada por António Vieira Monteiro admite que venha a ser necessária uma “racionalização” de trabalhadores e “reestruturação e a integração de equipas”. Por outras palavras: despedimentos.

De acordo com um documento a que o “Jornal de Negócios” teve acesso, que relata os contornos da operação de compra do banco Popular, o objetivo é “evitar a sobreposição de atividades”.

Segundo o matutino, com a compra do Popular, o Santander Totta passará a ter 7.068 trabalhadores, dos quais 901 oriundos do Portugal Popular. Existe a possibilidade que depois da fusão das duas instituições, que eram autónomas, surjam cargos em duplicado.

A opção por despedimentos é o mais expectável: o Santander já pisou esse caminho, na sequência da compra de parte dos activos do Banif, no final de 2015, com recurso a rescisões por mútuo acordo ou reformas antecipadas.

Esta notícia surge passados dois dias de ter vindo a público que o Santander Totta já aprovou a compra do Banco Popular Portugal.

A equipa de António Vieira Monteiro, presidente do Santander Totta, além da compra da totalidade do capital do Popular Portugal, feita directamente ao Popular Español, aprovou ainda a aquisição de 84,07% da seguradora Eurovida à instituição espanhola, bem como, da carteira de activos da Consulteam por parte da Totta Urbe.