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Matos Fernandes: nos próximos oito anos, o Governo quer colocar 170 mil habitações no mercado

TIAGO MIRANDA

O ministro do Ambiente confirmou que nunca discutiu o projeto de lei para o arrendamento local, apresentado por dois deputados do PS em maio

Com o aumento do turismo ao nível nacional, o escassez de habitações e opções de arrendamento fez-se notar ainda mais. Nos próximos oito anos, o Governo que colocar 170 mil habitações públicas no mercado, revelou José Matos Fernandes, ministro do Ambiente, em entrevista ao “Público” esta sexta-feira.

“Pretendemos ter um parque habitacional com apoio público que chegue aos 5% do total [da população do país] em oito anos, ou seja, mais 170 mil habitações”, disse ao matutino.

Ainda na mesma entrevista, o ministro do Ambiente confirmou que nunca discutiu o projeto de lei para o arrendamento local, apresentado por dois deputados do PS em maio, apesar de ter sob a sua tutela a Secretaria de Estado do Turismo e a Secretaria de Estado do Ambiente.

O projeto que pretende dar poder às assembleias de condóminos para autorizar ou não o arrendamento para turistas não é consensual dentro do PS e foi apresentado à revelia do partido. “Como ministro do Ambiente, de facto, não discuti essa proposta”, confirmou José Matos Fernandes.

Críticas a Assunção Cristas

Em maio, a ex-ministra da agricultura e atual líder do CDS, Assunção Cristas, surpreendeu o Governo (e não só), desafiando-o a avançar com um plano de construção de 20 novas estações de metro em Lisboa - ideia que também já tinha passado pela cabeça de José Sócrates.

Para José Matos Fernandes, a líder do CDS não tem legitimidade alguma para criticar o atual Governo no que toca aos transportes públicos ou avançar com medidas. “Há pessoas que têm um grande descoco. Assunção Cristas foi ministra de um Governo que garantiu que não se podia gastar um tostão de fundos comunitários na expansão das redes do metro de Lisboa e do Porto”, atirou.

“O anterior Governo que fez tudo, tudo, para acabar com a oferta de transporte colectivo nas cidades, mas algumas dessas pessoas que integraram o Governo agora parecem ter uma visão diferente. Se é só porque são candidatas não sei, espero bem que não seja. Eu tenho mesmo uma visão diferente”, disse o governante.

Pior momento no Governo? Pedrógão Grande

Noutro plano, “o momento mais complexo foi indesmentivelmente os dias a seguir àquilo que foi o incêndio de Pedrógão Grande. A morte de 64 pessoas foi uma coisa devastadora e, independentemente, das responsabilidades, qualquer um de nós e eu, particularmente, me interroguei bastante porque não havia outra forma de o poder fazer”, disse o ministro do Ambiente.