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Vigiar os paióis de Tancos era uma oportunidade de “descanso” para os militares

Tancos

Jaime Figueiredo

Entrar nos paióis “era tão fácil, tão fácil, que as possibilidades[quanto à autoria do furto] são imensas”, garantem fontes militares

Ser destacado para fazer rondas aos paióis do Exército em Tancos, segundo fontes militares com acesso à investigação que decorre ao assalto que ocorreu em junho, “era para descansar”, conta o “Diário de Notícias” esta quinta-feira. Ou seja, não era um trabalho que os destacados encarassem com seriedade, mas como uma oportunidade para relaxar de outras tarefas que fossem mais exigentes ao nível físico ou psicológico.

Os militares enviados “não tinham a mínima noção" do que era fazer segurança a locais sensíveis - disseram ao matutino fontes militares - nem tinham qualquer tipo de treino específico para aquela missão (noutras secções das Forças Armadas, existem destacamentos especializados para a vigilância das bases militares). Prova disso, acrescentaram as mesmas fontes, é o facto de não ter havido qualquer acompanhamento ou controlo dos trabalhadores civis que tinham estado a substituir parte das vedações dos paióis.

Estes trabalhadores “não são suspeitos, mas se quisessem tinham levado” o que lhes apetecesse sem que alguém notasse, disseram.

De acordo com os militares, as “vulnerabilidades” dos paióis eram tão grandes que continuariam a existir, mesmo que fossem destacados o dobro dos soldados para as rondas ou mais viaturas.

Entrar nos paióis “era tão fácil, tão fácil, que as possibilidades [quanto à autoria do furto] são imensas”, disseram ainda os militares.