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Caso de menina indiana de 10 anos grávida após violação não sai das notícias

No final do mês passado, um tribunal rejeitou que a menor pudesse abortar. Desde então, a polícia, assistentes sociais e conselheiros têm sido presença frequente na sua casa, e o caso tornou-se centro da atenção dos media

“Ela pode não perceber exatamente a dimensão e gravidade do problema, mas por esta altura creio que já faça alguma ideia do que está a acontecer”, refere um alto responsável indiano à BBC, a propósito do caso que envolve a menina de dez anos que engravidou após ter sido violada por um tio, na cidade indiana de Chandigarh.

A 28 de julho, o Supremo Tribunal rejeitou um pedido, apresentado em sua defesa, para que fosse permitido que a menor pudesse abortar. O tribunal tomou a decisão por nessa altura a menina já encontrar na 32ª semana de gravidez e em sequência do parecer de um painel de médicos, que considerou que a gravidez estava a desenvolver-se bem e que a interrupção do processo seria demasiado arriscado para a saúde da menor.

“Ela é muito inocente e não faz ideia do que lhe aconteceu”, referiu à BBC uma pessoa que costuma interagir com ela regularmente.

A criança não foi informada de que se encontrava grávida, o que só foi detetado há três semanas, após ter-se queixado de dores no baixo abdómen e a mãe tê-la levado a um médico.

O destaque que tem sido dado ao seu caso pode, contudo, tê-la levado a ter uma outra perceção do seu caso. A menina vive numa casa de uma única divisão, que nos últimos dias tem sido visitada com regularidade pela polícia, assistentes sociais e conselheiros desde que o caso ficou conhecido e ganhou a atenção dos media, segundo refere o correspondente da BBC.

“Nós temos visto muitos casos de gravidez na adolescência, envolvendo meninas de 14 e 15 anos, mas este é o primeiro que eu vi com uma menina de 10 anos”, comenta Mahvir Singh, da Autoridade de Serviços Legais de Chandigarh.

Os pais desconheciam os abusos sexuais cometidos pelo tio da menina, que entretanto foi preso e encontra-se a aguardar julgamento.