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Marques Mendes: “Marcelo deixou de ser o porta-voz do Governo”

Segundo o comentador político, o Presidente da República usou a entrevista ao “Diário de Notícias” no domingo para comunicar um “distanciamento subtil e velado” de António Costa

“Um distanciamento subtil e velado”, mas à mesma um “distanciamento”. Segundo Luís Marques Mendes, Marcelo Rebelo de Sousa não concorda com a forma como foi (e ainda está a ser) gerida a crise de Pedrógão Grande e do assalto em Tancos pelo Governo de António Costa, e terá aproveitado a entrevista concedida ao “Diário de Notícias” no domingo para se distanciar do primeiro-ministro.

“É a primeira vez, desde que iniciou funções, que acontece. É subtil e velado, verdade, mas é um distanciamento”, disse o conselheiro de Estado no seu espaço de comentário político na SIC.

Na longa entrevista concedida ao “DN”, o Presidente da República insistiu no apuramento de responsabilidades sobre o que se passou em Pedrógão Grande e Tancos. Mais: Marcelo afastou-se do António Costa, com quem tem vivido uma relação de harmonia nos últimos dois anos, e disse que não tinha de haver “confiança pessoal” no primeiro-ministro, mas tem de “tem de ter uma confiança institucional ou, se quiser, politico-institucional”.

Marcelo “não diz diretamente mas percebe-se nas entrelinhas que não concordou com a gestão que o Governo fez”, apontou Marques Mendes.

Para o comentador político, “não se pode dizer que [Marcelo] vai passar a ser adversário do Governo”. “Mas deixou de ser o que às vezes alguns apelidavam de ‘porta-voz do Governo’”, disse.

  • “Estas eleições (na Venezuela) são uma fantochada completa”

    Luís Marques Mendes analisa, no habitual espaço de comentário no Jornal da Noite de domingo, a crise na Venezuela, a tragédia em Pedrógão Grande, a entrevista de Marcelo Rebelo de Sousa, o estado da oposição no País e as eleições autárquicas. Sobre as eleições para a Assembleia Constituinte na Venezuela, Marques Mendes diz que “são uma fantochada” e que apenas pretendem endurecer o regime