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Maria Manuel Marques: “Não temos muitos funcionários públicos”

Tiago Petinga / Lusa

Segundo a ministra, foi uma “coincidência” a remodelação de secretários de Estado ter ocorrido com um período de crise no país

O Simplex trouxe poupanças para o Estado, nos gastos diretos com os serviços e em termos de horas e dias de trabalho dos próprios funcionários. De acordo com uma avaliação levada a cabo pelo Ministério da Modernização Administrativa, a implementação de 11 medidas do Simplex terá gerado poupanças para as empresas de cerca de 560 milhões de euros por ano; as mesmas 11 medidas pouparam ainda 470 mil horas de trabalho, o equivalente a 50 dias de trabalho por ano.

Estes dados (e resultados) poderiam indicar que será necessário no futuro fazer uma redução de pessoal na administração pública, mas Maria Manuel Leitão Marques, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, recusa essa possibilidade, em entrevista ao “Jornal Económico” esta sexta-feira.

“Se nos compararmos com outros países democráticos e com o mesmo índice de desenvolvimento, não temos muitos funcionários públicos. Podemos ter muitos nalgumas áreas que já perderam importância, e podemos ter um problema de mobilidade interna e de qualificações. Mas temos falta de pessoas com competências digitais, por exemplo. Podemos requalificar e mudar para outras funções mais qualificadas que não sejam ir buscar o livro, tirar a fotocópia, enviar a certidão”, diz ao semanário.

“A remodelação aconteceria com ou sem incêndios”

Há fadiga no Governo e remodelação de secretários de Estado foi sintoma disso? Para a ministra da Presidência e da Modernização Administrativa a resposta é negativa.

“Ao contrário do que muitas vezes se diz, esta vida é dura. Muitas vezes, passamos aqui 12 horas por dia, quase sempre 11 horas, às vezes dez. Não me estou a queixar, porque também sabemos que não estamos aqui a vida toda e há compensações”, começa por dizer.

Segundo a ministra, foi uma “coincidência” a remodelação de secretários de Estado ter ocorrido com um período de crise no país. “A minirremodelação, tirando os três casos que se somaram pelo facto de terem sido constituídos arguidos, ocorreria com ou sem incêndio”, refere.