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Caso Galp: Ferro Rodrigues critica "mistério da justiça"

Presidente da Assembleia da República considera "totalmente absurdo" falar-se de crime no caso da Galp que motivou a demissão de três secretários de Estado

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O Presidente da Assembleia da República não considera que tenha havido crime no caso dos convites que três secretários de Estado aceitaram da Galp para irem assistir a jogos do Euro 2016 e que levaram à sua demissão do Governo e à constituição como arguidos pelo Ministério Público.

"Para mim há um mistério nisto que é o fato de haver um empresa que patrocinava a seleção nacional de futebol, a Galp, ter feito uns convites a umas pessoas e elas terem aceite. Onde é que isto configura um crime parece-me totalmente absurdo. É a minha posição pessoal", afirma, em entrevista à TSF.

E questiona: "Porque é que passado um ano há agora esta situação de serem constituídos arguidos? É um mistério da justiça portuguesa."

Ferro Rodrigues critica ainda a constituição de uma comissão independente para investigar os incêndios de Pedrógão. "Não é segredo para ninguém que esteve na conferência de líderes que eu achei que menorizava o parlamento pedir a peritos, por melhores que eles fossem, para apurar questões que têm uma natureza politica (...) o que era normal era que houvesse um relatório do Governo", defendeu.

"Essa comissão independente foi proposta pelo PSD e depois teve o apoio imediato do PS e teve o apoio do CDS e do Bloco de Esquerda. Nunca me ouviu fazer a defesa dessa comissão independente", explica.