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Operação Marquês. Granadeiro não aderiu a nenhum dos três perdões fiscais

Granadeiro. Tem várias frentes de hostilidade abertas: com os brasileiros da Oi, com Zeinal Bava, com processos jurídicos

Tiago Miranda

O Banco de Portugal informou o Ministério Público, no início de fevereiro, que o nome de Henrique Granadeiro não consta da lista dos aderentes ao RERT, entre 2005 e 2012

Henrique Granadeiro, ao contrário de Zeinal Bava ou Ricardo Salgado, não aderiu a qualquer um dos três perdões fiscais - Regime Excepcional de Regularização Tributária (RERT) - para rendimentos recebidos no exterior, promovidos entre 2005 e 2012. Esta notícia é avançada pelo “Jornal de Negócios” esta quinta-feira.

Segundo o matutino, o Banco de Portugal confirmou esta informação ao Ministério Público, no início de fevereiro, no âmbito da Operação Marquês, em que o antigo primeiro-ministro José Sócrates é suspeito de corrupção.

O antigo presidente da Portugal Telecom é suspeito de ter recebido 24 milhões de euros do Grupo Espírito Santo.

O BdP, liderado por Carlos Costa, já tinha informado os investigadores do MP que Zeinal Bava recorreu ao RERT (três) de 2012. A instituição não discriminou os valores em causa, mas sabe-se que o gestor é suspeito de ter recebido um total de 25,2 milhões de euros do GES para apoiar a estratégia definida por Ricardo Salgado para travar a oferta pública de aquisição da Sonae.