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Assalto em Tancos pode ter servido para encobrir desvio interno de armamento

A vedação do lado norte do paiol de Tancos foi remendada em dois locais diferentes. A torre de vigia mais próxima encontra-se degradada

Jaime Figueiredo

A possibilidade de ser um golpe interno já tinha sido lançada por Vasco Lourenço, coronel na reforma, em entrevista à “SIC”. “Quem furtou o material ao longo do tempo provoca um assalto para justificar que o material não esteja lá”, disse

E se o assalto a Tancos, a cerca cortada, tivesse sido só um embuste e o verdadeiro roubo fosse interno? E se algumas das armas e granadas roubadas, cuja falta foi notada, já tivessem vindo a ser retiradas dos paióis ao longo de algum tempo? Esta premissa, digna de um filme de suspense, está a ser investigada pelo Ministério Público, conta o “Jornal de Notícias” esta quinta-feira.

De acordo com o matutino, o furto em Tancos poderá ter sido aproveitado para esconder a falta de outro material de guerra, cujas entradas e saídas deveriam ter sido registadas. Ou seja, muito do material que se deu falta agora poderia já estar desaparecido há mais tempo. Esta informação foi veiculada ao “JN” por fontes ligadas ao processo.

Para além da narrativa do assalto profissional, levado a cabo por mercenários portugueses - tal como Expresso noticiou -, o Ministério Público está também a conduzir um inquérito sobre esta segunda via.

Esta possibilidade, na verdade, já tinha sido lançada por Vasco Lourenço, coronel na reforma, em entrevista à “SIC”. “Quem furtou o material ao longo do tempo provoca um assalto para justificar que o material não esteja lá”, disse.