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João Soares: “Parece que houve uma conjugação astral para um conjunto de acontecimentos que correram muito mal”

Foto Marcos Borga

Segundo João Soares, “seria muito mau que se tirasse partido, em termos políticos, de um conjunto de coisas que correram mal e que não tiveram nada a ver com o Governo nem com a oposição”

Não têm sido semanas fáceis para o Governo. “Parece que houve uma conjugação astral – e eu não acredito em astrologia nem sou crente – para um conjunto de acontecimentos que correram muito mal”, disse João Soares, ex-ministro da Cultura, em entrevista ao “Público” esta quarta-feira.

Para o socialista, o Governo está “sólido” e o primeiro-ministro é “um homem muito experimentado”. Mas ainda há espaço para surpresas. “Vamos esperar pelo debate [do Estado da Nação] desta tarde, mas acredito que vai sair-se bem como sempre nos debates que travou até agora. Claro que a situação não é mesma. (...) Tivemos problemas e infelizmente uma tragédia gigantesca pelo meio. Não nego a realidade. Mas eu tenho uma imensa confiança nesta solução política inovadora de ligação e coligação à esquerda, entre o PS, o Bloco, o PCP e o PEV”, explicou.

Segundo João Soares, o assalto a Tancos e o incêndio de Pedrógão Grande não vai ter impacto nas eleições autárquicas marcadas para o dia 1 de outubro. “Pessoalmente, eu acho – e já fui autarca durante 16 anos, primeiro em Lisboa, depois em Sintra – que não vai ter grande influência. As questões que se colocam agora têm a ver com o Governo e o primeiro-ministro encontrará soluções muito antes das eleições. Em geral, no país, as coisas têm estado bem; é certo que houve agora um conjunto de dificuldades, num caso uma verdadeira tragédia que foram os incêndios”, apontou.

Ainda na mesma entrevista, João Soares disse que “seria muito mau que se tirasse partido, em termos políticos, de um conjunto de coisas que correram mal e que não tiveram nada a ver com o Governo nem com a oposição”.