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Bancos avançam com penhora da colecção Berardo por dívida de 500 milhões

Joe Berardo já foi alvo de execução de dívidas por parte 
da CGD. Segue-se o BCP?

Antonio Pedro Ferreira

Se o tribunal não estabelecer uma relação de propriedade da Associação da Fundação Berardo com as obras de arte que compõem a Colecção de Arte Moderna do CCB, será difícil aos bancos executar o montante em dívida

A Caixa Geral de Depósitos, o BCP e o Novo Banco já deram instruções para executar a penhora sobre 75% da colecção de Joe Berardo, avança o “Público” esta quarta-feira. Estão em causa créditos em torno dos 500 milhões de euros.

Pelo que o matutino apurou, a relação “do cliente não é igual nos três casos”. Algumas das instituições bancárias terão sido mais “lesadas” que outras – tinham concedido maiores empréstimos.

Em paralelo com as ações de execução estão a decorrer diligências para alcançar um entendimento que permita às partes envolvidas minimizar as perdas. O objectivo dos bancos é evitar que o processo culmine em litigância.

Neste momento, ainda está por esclarecer em tribunal se os títulos da Associação da Fundação Berardo com que o investidor reforçou os colaterais - garantias para os empréstimos - são reconhecidos pelo tribunal como “títulos executivos”.

Se o tribunal não estabelecer uma relação de propriedade da Associação da Fundação Berardo com as obras de arte que compõem a Colecção de Arte Moderna do CCB, será difícil aos bancos executar as dívidas.