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Costa sobre as exonerações: “Não podia negar-lhes esse direito”

António Costa vê a sua popularidade e a do Governo descerem no mês de julho, já depois da tragédia de Pedrógão Grande e do assalto em Tancos

Foto José Carlos Carvalho

Rocha Andrade, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Jorge Costa Oliveira, secretário de Estado da Internacionalização e João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, anunciaram o pedido de exoneração num comunicado enviado à agência Lusa no domingo

As férias foram curtas para António Costa. De regresso a Portugal, o primeiro-ministro terá sido surpreendido com o pedido de exoneração de três secretários de Estados — Assuntos Fiscais, Internacionalização e Indústria. Estes estiveram envolvidos na polémica, que já data de há mais de um ano, das viagens oferecidas pela Galp aos governantes para assistirem a jogos do Euro2016.

“Não podia negar-lhes esse direito”, apontou António Costa, em declarações ao “Público” esta segunda-feira. Trata-se da primeira reação oficial do primeiro-ministro a esta situação inesperada e que deverá exigir uma remodelação do Governo. (Segundo Luís Marques Mendes, há mais secretários de Estado de saída, cujos nomes deverão vir a público durante esta semana, mas por motivos pessoais.)

“Na semana passada, foram constituídos arguidos dois chefes de gabinete, os secretários de Estado acharam que deviam, eles próprios, tomar a iniciativa de requererem a sua constituição como arguidos e poderem exercer o seu direito de defesa”, disse o primeiro-ministro.

Fernando Rocha Andrade, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Jorge Costa Oliveira, secretário de Estado da Internacionalização e João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, anunciaram o pedido de exoneração num comunicado enviado à agência Lusa no domingo.

Na missiva, os três secretários de Estado dizem já ter solicitado ao Ministério Público a sua constituição como arguidos no inquérito relativo às viagens para assistir a jogos do Euro 2016 pagas pela Galp.