Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Admissões nas Forças Armadas estão embargadas pelas Finanças

O comandante supremo das Forças Armadas agradeceu pessoalmente a todos os militares que participaram na Minusma entre novembro do ano passado e maio deste ano. 194 continências e outros tantos apertos de mão

NUNO FOX

Há 5650 militares autorizados pela Defesa para entrarem este ano nas Forças Armadas à espera de luz verde por parte das Finanças

Há 5650 militares autorizados pela Defesa para entrarem este ano nas Forças Armadas, tanto nos quadros permanentes, como nos regimes de voluntariado e contrato, à espera de luz verde por parte do Ministério das Finanças, avança o “Diário de Notícias” esta segunda-feira.

É de lembrar, sublinha o matutino, que a questão da falta de pessoal foi uma das mais referidas para explicar, embora de forma indireta, as lacunas verificadas ao nível da segurança nos paióis de Tancos.

De acordo com uma fonte ouvida pelo “DN”, descrita como alta patente nas Forças Armadas, a Finanças ao não terem autorizado ainda este ano quaisquer entradas de efetivos para as fileiras – 631 nos quadros permanentes e 5019 em regime de voluntariado e contrato – acaba por se traduzir numa das formas de se cativar verbas na área da Defesa.

Segundo algumas das fontes ouvidas, o assalto de Tancos permitiu perceber que a gestão dos recursos humanos nas fileiras revela deficiências cuja responsabilidade deverá ser partilhada entre o poder político e os responsáveis das Forças Armadas.

“O dinheiro existe, mas não entram mais pessoas porque os ramos não querem [para fazerem promoções sem aumento da despesa global] e as Finanças também não”, sintetizou uma das fontes, lembrando que “este ano ainda não foram autorizadas admissões” por parte do gabinete de Mário Centeno.