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"Angola e Portugal são gémeos siameses. Não vale a pena alguém amuar"

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Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, defende a cooperação entre os dois países. "A proximidade entre os povos, os laços históricos, a densidade das relações económicas, a cooperação institucional" são um 'cordão umbilical' que afirma não poder ser cortado

É uma "metáfora" para explicar melhor a relação entre Portugal e Angola. "São como dois gémeos siameses", afirma Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros. Assim sendo, "a proximidade entre os povos, os laços históricos, a densidade das relações económicas, a cooperação institucional" são um 'cordão umbilical' que une os dois países.

Em entrevista à "TSF" e ao "Diário de Notícias", o ministro explica que a ausência de uma data para promover uma visita do Governo português a Angola não tem qualquer relação com a investigação que envolve um elemento do governo angolano. As autoridades angolanas "entenderam que não estavam ainda criadas as condições para que a visita se realizasse". Portanto, "vamos esperar tranquilamente para que elas estejam criadas", diz.

Augusto Santos Silva explica ainda que "uma coisa é evidente para as autoridades portuguesas - e suponho, acredito, que também seja evidente para as autoridades angolanas - é que Angola e Portugal são como dois gémeos siameses". Dito isto, "não vale a pena a gente achar que podem ignorar-se uns aos outros, que podemos amuar uns com os outros..." Até porque, explica, "se amuarmos teremos o trabalho adicional que é deixar de amuar, porque a proximidade entre os povos, os laços históricos, a densidade das relações económicas, a cooperação institucional é de tal monta que nós somos, se me permitem a comparação, gémeos siameses".