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Nuno Magalhães defende demissão de ministros ainda antes de concluídas as investigações

Marcos Borga

Segundo o líder parlamentar do CDS, a atual maioria composta pelo PS, BE, PCP e Verdes “é uma coligação parlamentar, mesmo sem ministros”

Para Nuno Magalhães, líder parlamentar do CDS-PP, o incêndio de Pedrógão Grande e o roubo de armamento em Tancos são situações “demasiado graves para se estar à espera do inquérito exaustivo”. Por isso, insiste, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, deviam demitir-se mesmo antes de concluídas as investigações.

Em entrevista à “TSF” esta quinta-feira, o centrista acusa também o primeiro-ministro de estar parado e não fazer nada. “Está a tornar-se ensurdecedor o silêncio do Primeiro-Ministro em relação a dois casos que são diferentes mas ambos são gravíssimos e que fragilizam, do ponto de vista político definitivamente dois ministros em áreas tão sensíveis como é a Defesa e a Administração Interna”, apontou.

Segundo Nuno Magalhães, se o Governo está à espera de um “melhor momento comunicacional” para avançar com uma remodelação, tal não faz sentido.

“Vimos o ministro [da Defesa] dizer que a responsabilidade era dele porque exerce e ...ficou à espera que outros assumissem o ónus da responsabilidade objetiva que ele reclamou para si, nomeadamente, gente intermédia das Forças Armadas que foram exonerados para garantir a imparcialidade do inquérito. Ora este raciocínio aplicado ao ministro é uma inevitabilidade, quer no caso do ministro da Defesa, quer no caso da Administração Interna”, disse Nuno Magalhães.

BE e PCP apegaram-se ao poder

Do ponto de vista do líder parlamentar do CDS, a atual maioria composta pelo PS, BE, PCP e Verdes “é uma coligação parlamentar, mesmo sem ministros”. “Tanto PCP como Bloco de Esquerda depressa se enamoraram do poder”, disse.

“É apenas a manutenção do poder pelo poder e para evitar que quem ganhou nas urnas regresse ao poder”, lembrou.