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Foram precisos 73 dias para a reparação da vedação em Tancos ser autorizada

Os Paióis Nacionais de Tancos ficam localizados junto ao Aeródromo

Foto Google Maps

Exército precisava de uma “concordância prévia” de José Azeredo Lopes, como estipula a lei para todas as despesas acima dos 299 mil euros. A autorização em causa demorou 73 dias a chegar

A espera foi longa – talvez demasiado. Entre o dia 24 de março, quando a Direção de Finanças do Exército registou que existia “cabimento orçamental” para a “reconstrução” da vedação da base militar de Tancos, e o dia 5 de junho, quando o despacho de “concordância prévia” para a empreitada foi assinado pelo ministro da Defesa Nacional, passaram-se 73 dias. Ao que tudo aponta, esta demora terá contribuído, de forma indireta, para o sucesso do roubo de armamento dos paióis de Tancos.

De acordo com um documento a que o “Diário de Notícias” teve acesso, a 24 de março o Exército tinha disponível a verba necessária – 388.680 euros – para realizar esta obra, fundamental para garantir a segurança dos paióis, de onde foi roubado todo o material de guerra na semana passada.

Porém, o Exército precisava de uma “concordância prévia” de José Azeredo Lopes, como estipula a lei para todas as despesas acima dos 299 mil euros. A autorização em causa demorou 73 dias a chegar.

Confrontado com esta situação pelo “DN”, fonte oficial do gabinete de Azeredo Lopes, remeteu explicações para o próprio Exército.

“Pelo lado do Ministério da Defesa Nacional não lhe compete fazer comentários sobre estas matérias, uma vez que se trata da execução de uma obra realizada no quadro das competências próprias de um Ramo das Forças Armadas. Mais precisamente, esta competência, de acordo com o previsto no artigo 17º da Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas, é do Chefe de Estado-Maior do Exército”, disse, numa resposta cedida por escrito.