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Paulo Portas: o CDS não tem os problemas do PSD e deve inspirar-se nas suas qualidades

Completou-se um ano sobre a eleição de Assunção Cristas para a liderança do CDS, na sucessão de Paulo

Foto Rui Duarte Silva

Paulo Portas diz que o que um ex-presidente de partido pode e deve fazer “na hora certa” é dizer aos seus militantes: “Esta é a hora de tocar a reunir e esta é a hora de tocar a rebate”

“Tempos houve em que eu costumava ironizar que um outro partido, o PSD, tinha um problema e uma qualidade. O problema, parecia-me, é que passava anos em lutas, fações e divisões. A qualidade, às vezes surpreendente, é que na hora da verdade, ou seja, na hora das eleições, juntavam-se todos como uma rocha a defender o emblema e, através dele, o país”, disse Paulo Portas numa intervenção das conferências “Ouvir Lisboa” na terça-feira à noite, organizadas pela candidatura à Câmara de Lisboa da líder do CDS-PP, Assunção Cristas.

Segundo o ex-líder do centrista, o CDS de Assunção Cristas reúne agora as virtudes do PSD, sem nunca ter dado mostra de sofrer dos mesmos problemas. “O CDS dispensa replicar a parte do problema, nós somos um partido em paz há muitos anos, mas não é pior ideia alguma inspiração na parte da qualidade”, apontou.

Como um dos rostos mais conhecidos do CDS, apesar de ser afastado da política há mais de um ano, Paulo Portas disse que o que um ex-presidente de partido pode e deve fazer “na hora certa” é dizer aos seus militantes: “Esta é a hora de tocar a reunir e esta é a hora de tocar a rebate”.

A última conferência “Ouvir Lisboa” teve moderação de António Carmona Rodrigues, o antigo presidente da Câmara de Lisboa eleito pelo PSD, que é o mandatário da candidatura de Assunção Cristas. Esteve também presente o antigo presidente do CDS Adriano Moreira.