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João Oliveira: concluir a discussão sobre o OE para 2018 antes de agosto “é claramente impossível”

FERNANDO VELUDO / Lusa

Segundo o líder da bancada do PCP, “verdadeiramente não existem questões novas a discutir no OE 2018”, trata-se só de “insistir e matérias já identificadas noutras discussões orçamentais”

Fazer as coisas à pressa nunca dá bom resultado, alerta João Oliveira, líder parlamentar do PCP, em entrevista à “TSF” esta quarta-feira. Acelerar um possível acordo entre o PCP e o Governo quanto ao Orçamento de Estado para 2018 “antes de agosto é claramente impossível”, sublinhou. Primeiro as autárquicas, depois o OE.

Há vantagens em fazer a “discussão mais cedo”, mas é preciso colocar “cada coisa no tempo e no espaço adequado”, segundo o comunista. “É preferível termos uma discussão feita de forma mais demorada com boas conclusões do que feita à pressa mas com más decisões”, explicou.

Na verdade, de acordo com João Oliveira, “verdadeiramente não existem questões novas a discutir no OE 2018”, trata-se só de “insistir e matérias já identificadas noutras discussões orçamentais”, como a reposição de rendimentos.

Tancos: “É preciso apurar responsabilidades políticas e criminais”

“Se no apuramento que vier a ser feito da situação, se identificarem responsabilidades diretas deste ministro da Defesa, naturalmente a responsabilidade política deve ser assumida na extensão que se vier a revelar. Mas o que nos parece mais relevante é considerar as opções políticas que apontem um caminho alternativo”, disse o deputado comunista em entrevista à “TSF”.

Quanto à audição parlamentar marcada para sexta-feira ao ministro da Defesa, Azeredo Lopes, João Oliveira dise que espera conhecer “que condições contribuíram para que o furto pudesse ocorrer com sucesso”.